Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes – Brasilia | Sinfonia da Alvorada (1961)

15 09 2012

Link original: Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes – Brasilia | Sinfonia da Alvorada (1961)
Publicado em: Saturday, October 20, 2007 by zecalouro

Hello, good morning! This post demanded a lot of work and I’m convinced the effort really worth. Actually, this is the repost of an already released album at Loronix. I spoke with Caetano Rodrigues about this album and the way he came to my hand and he could not believe on everything I said. Caetano said he took ten years hunting this LP until he got it on a quite an expensive price.

He said also that is not easy to get it with the booklet made available here with the music and by the scrolling panorama bellow. The booklet features instructions on how to perform the Symphony, in Portuguese, English, French and a couple of other languages that I could not identify. Everything is upgraded, cover scans and music, including the FLAC format as an option. I’m making available my original writing with slight modifications. Let’s see.

In October 06, 2006, zecalouro said:

In 1958, Juscelino Kubitschek, president of Brazil, asked Vinicius de Moraes and Antonio Carlos Jobim to compose a symphonic suite to be used at the opening ceremony of a city that was being built in the middle of Brazil to be the new capital in April 21st, 1960.

Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes spent a time at the new city before the inauguration to get around the place and get inspiration needed to such important mission. In spite of the symphony was composed timely, for unknown reasons, it was not performed on the inauguration day.

This is Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes – Brasilia | Sinfonia da Alvorada (1961), recorded in November 1960, at studio. Tom is conducting the orchestra with the participation of Radames Gnattali (piano), Vinicius de Moraes (words, poetry), Elizeth Cardoso (voice) and Os Cariocas (voices).

Sinfonia da Alvorada had the first live performance only in 1966 at the TV station Excelsior in Sao Paulo. Take a time to check the scrolling panorama below to see how front and back cover created by Oscar Niemeyer matches on a single image and the booklet already mentioned.

Tracks include:
01 – O Planalto Deserto (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
02 – O Homem (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
03 – A Chegada dos Candangos (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
04 – O Trabalho e a Construção (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)
05 – Coral (Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes)

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Esse disco pode ser buscado na Rádio Forma e Elenco do Martoni.

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One response

15 09 2012
300discos

Comentários originais:
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rodrigo – rj said…
som Obrigatorio. Vinicius contribui de forma sutil neste trabalho.
Gostaria de saber se esta incrivel obra foi comcebida na mesma epoca em que vinicius escreveu o ‘Orfeu’.

Saturday, 07 October, 2006
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zecalouro said…
Rodrigo,

Obrigado por comentar.

4 anos separam “Orfeu” 1956 e Sinfonia da Alvorada (1960).

Quanto ao Vinicius, ele era diplomata e certamente se dedicou bastante para atender esse pedido do JK.

A sinfonia não foi executada na inauguração de Brasilia porque ficou cara demais a infraestrutura que seria montada para o concerto.

Velhos tempos…

Abraços, zecalouro

Saturday, 07 October, 2006
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John Lester said…
Grande Zeca, estamos na área.

Grande abraço, John Lester.

Saturday, 07 October, 2006
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Anonymous said…
Zeca: Sou um dos inúmeroa anônimos que se beneficia do seu trabalho, mas hoje estou lhe escrevendo para agradecer pela Sinfania da Alvorada, que perseguia há anos. Você deveria ser condecorado. Faz mais pela cultura brasileira do que muito figurão graduado que ainda por aí (principalmenye em Brasília). Obrigado, de novo. D. Dantas, Natal.

Sunday, 08 October, 2006
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zecalouro said…
Daniel,

Belas palavras! Faço o Loronix com muito orgulho. E digo: eu sou um dos maiores usuários do blog, só mesmo assim para ter disciplina para ouvir toda essa grande música.

E se você tiver outro desafio impossível como esse da Sinfonia da Alvorada, escreva para mim, gosto disso.

Forte Abraco, zecalouro

Sunday, 08 October, 2006
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rodrigo – rj said…
Entao zecalouro, tenho um pequeno desafio pra voce.
sou fã do moacir santos e acredito que o album que nao consegui ate hoje foi o “Maestro” de 1973, pelo selo da Blue Note.
Voce tem esse LP?
abraço,
Rodrigo – rj

Sunday, 08 October, 2006
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stewartski said…
Hello Loronix – you have a great blog here, and I’ve been introduced to some great music which otherwise I would never have heard, so many thanks for that.
Is there any chance to have this record posted on rapidshare.com instead of rapidshare.de? Or do you know a way for my rapidshare.com account to access rapidshare.de shares?
Thanks again
Stewartski

Friday, 09 March, 2007
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Eduardo F Pompeo said…
Esse álbum é uma coisa divina!
Mistura o maior compositor, o maior poeta e as ilustrações do maior arquiteto brasileiro!!!
Lindo!!!

Sunday, 21 October, 2007
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mgirao said…
Tudo bem que Tom e Vinícius são nossos heróis musicais, e o merecem.
Mas essa sinfonia me parece de sacanagem com Jucelino. Será que vocês ouviram mesmo o texto “O Trabalho e a Construção”? Que música é esta? Não tem a ver com Tom; o texto não é Vinícius. Ou não deveria sê-lo.
Na minha opinião, deveria ser apagada da memória desses dois grandes artistas.

Sunday, 23 November, 2008
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AdHoc said…
mgirao, seu comentário só demonstra sua falta de conhecimento (ignorância) à respeito do Brasil do final dos anos 50 / começo dos 60, da complexidade da música do Tom e da obra literária do Vinícius. E que bobagem é essa de querer “apagar essa obra da memória desses dois grandes artistas” só porque você acha que não gosta?

Sunday, 23 November, 2008
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mgirao said…
AdHoc:
Fiz um comentário sobre a música, que mantenho na íntegra, e você parte para a agressão pessoal. Eu entendo que isso é típico de trogloditas sem argumentos e o desculpo por isso, mas esse não é o espírito desse excelente e amável Blog.

Agora, tentando responder-lhe, conhecimento ou não a respeito do Brasil de 50 não aumenta nem diminui a capacidade de analisar uma obra musical. Foi exatamente por respeitar a obra literária e músical de Vinícius/Tom que sugeri apagar esta obra de sua memória. Como literatura, é uma lixo de propaganda política; como música, é apenas um apanhado de sons sem sentido, com passarinhos piando e uma pretensa modernidade mal compreendida por Tom.

Agora, você e outros têm o pleno direito de discordar dessa opinião.

Sunday, 23 November, 2008
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AdHoc said…
Mgirao, não era agressão pessoal. Eu confesso publicamente minha ignorância (falta de conhecimento) sobre vários e múltiplos aspectos da cultura brasileira, não acho nada errado nisso, ninguém sabe tudo, mas evito fazer comentários peremptórios em blogs que tratem destes aspectos, para não fazer papel de tolo.

Você acha que a Sinfonia da Alvorada “como literatura, é um lixo de propaganda política; como música, é apenas um apanhado de sons sem sentido, com passarinhos piando e uma pretensa modernidade mal compreendida por Tom”. Você também acha que “conhecimento ou não a respeito do Brasil de 50 não aumenta nem diminui a capacidade de analisar uma obra musical”, mesmo tratando-se de uma obra musical sobre a construção de Brasília, abordando temas eminentemente políticos e sociológicos como a industrialização do pais, as migrações internas, sem falar na revolução estética da arquitetura e do urbanismo da cidade. Sinto muito, mas realmente dá para pensar que sua leitura da obra e sua opinião são bastante superficiais.

Talvez alguém com tempo e paciência possa lhe explicar algumas coisas a respeito de arte e contexto. Não é o meu caso. Só lhe deixo uma sugestão: ouça repetidamente e com atenção todos os discos do Tom e também as sinfonias e os poemas sinfônicos do Villa-Lobos (Erosão, Amazonas, Dawn in a Tropical Forest, Floresta do Amazonas, Uirapuru). Talvez você compreenda de onde veio a Sinfonia da Alvorada e para onde ela foi. Que ela contém em germe muita coisa que o Tom fez depois; que está presente, em forma e/ou conteúdo, em discos tão variados quanto “Stone Flower”, Matita-Perê, Urubu, Gabriela (trilha sonora do filme) para citar só alguns; que quando o Chico Buarque homenageia o Tom na música “Paratodos”, retoma o andamento do terceiro movimento da sinfonia “Chegada dos Candangos (e o Caetano retoma literalmente a melodia do Tom como citação no começo de uma música, mas agora não me lembro em que disco); ou seja, é uma obra fundamental na evolução musical do Tom.

Sobra o que me parece ser o problema principal de seu comentário, e que motivou a minha resposta. Você continua achando que como você não gosta da Sinfonia da Alvorada, ela deveria ser “apagada da memória destes grandes artistas”. Minha primeira reação é de achar graça, que alguém possa querer decidir quais são as obras de arte que devem ser preservadas na memória coletiva. Mas aqui também, um certo conhecimento histórico é importante para evitar esse tipo de tolice. No Brasil da década de 70, o famigerado Departamento de Censura Federal do Reino dos Generais fazia exatamente isto que você está querendo, apagar da obra de artistas, as músicas, os livros, os filmes e as peças de teatro que não se enquadravam na ordem moral e política vigente. Não foram bons tempos para a cultura brasileira e para os artistas em questão.

Você tem razão em relação ao espírito amável desse blog fantástico. A riqueza, a variedade e o ecletismo da música brasileira fora de catálogos comerciais são evidentes no Loronix. E tem para todos os gostos. Desde o começo do blog em 2006, nos comentários há elogios e críticas à forma e ao conteúdo. No entanto, acho que seu comentário é o único que propõe veladamente que se censure uma obra, porque você não está de acordo com as idéias políticas da letra e não gosta da música.

Então, respire fundo, conte até três, vá ao cinema ou divirta-se como você puder, mas deixe de lado essa mania de querer censurar a arte dos outros. Se a sinfonia do Tom e do Vinícius continuar a lhe dar comichão nos dedos, delete o arquivo de seu computador, não pense mais nela, e nos deixe, nós que a apreciamos, em paz.

Monday, 24 November, 2008
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mgirao said…
AdHoc:
Não quero polemizar sobre o que é ser educado ou não. Mas, uma coisa é se admitir ignorante, outra é chamar os outros de tal.

Pelo seu novo comentário, é obvio que você não sabe mesmo separar uma resposta crítica de adjetivações pejorativas ao seu oponente.

A tal Sinfonia não se embebeu em Villa-Lobos, mas, claramente, em Debussy e algo de Ravel (alguém com tempo, também poderia lhe explicar melhor essa faceta). Acho um tremendo exagero dizer que seus temas foram inspiração de outras músicas geniais de Tom. Afinal, ele e Vinícius levaram apenas 10 dias para compô-la no “catetinho” em Brasília, enquanto não estavam passeando pelo mato ou tomando umas e outras com os políticos de então. Tanto é que, depois disso, Tom nunca mais se aventurou pela música erudita (ainda bem!).

Você tenta me indispor com os companheiros desse Blog dizendo que eu preconizo a censura ao pedir que se “apague da memória desses artistas” esta Sinfonia. Ora, claro que sou radicalmente contra a censura. Este meu comentário foi claramente metafórico no sentido único de dizer que tal obra nem de perto merece um lugar ao lado de todo o resto que ambos os artistas produziram. Só isso, e espero que muita gente deva ter entendido assim.

De resto, o seu blablablá de contexto histórico etc. é estória para boi dormir. Música é música, arte é arte, e pronto. O contexto pode até servir de inspiração ao artista, mas não lhe garante a qualidade do que produz.

Para finalizar, é típico de um país complexado a transformação de seus poucos heróis em santos infalíveis. Não faço parte desse pedaço de meu Brasil. Tom, Vinícius e muitos outros artistas importantes, produziram também muita ninharia, o que é normal. Podemos até reverenciá-las pela origem, mas não pelo ufanisnmo tolo.

Wednesday, 26 November, 2008
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AdHoc said…
mgirao, constato que sua opinião sobre a Sinfonia da Alvorada evoluiu nestes últimos dias. Que ótimo. Já não se trata mais de um “apanhado de sons sem sentido, com passarinhos piando”. Agora a “…Sinfonia não se embebeu em Villa-Lobos, mas, claramente, em Debussy e algo de Ravel”. Mas, continuo tendo a impressão que você está opinando sobre algo que não conhece bem. Sua afirmação “Tom nunca mais se aventurou pela música erudita (ainda bem!)” é mais uma vez errônea. Tempo do Mar e The Mantiqueira Range, ambas do LP Matita Perê são poemas sinfônicos. Crônica da Casa Assassinada, também gravada no mesmo LP é uma suíte para piano, orquestra e canto em que cada um dos movimentos homenageia um compositor (Stravinsky, Villa-Lobos, Debussy e Chopin se não me engano). Saudade do Brasil e Arquitetura de Morar, ambas do LP Urubu também são poemas sinfônicos. Estas e outras obras claramente eruditas do Tom foram regravadas em 2002 pela Biscoito fino em um CD duplo que se chama …. “Jobim Sinfônico”. Outros exemplos podem ser encontrados no CD Songbook Instrumental produzido pelo Almir Chediak. Há também o CD que acompanha a biografia “Tom Jobim, Um Homem Iluminado” escrita pela Helena Jobim. Tom ao piano, em sua casa, toca entre outras coisas as versões originais, nitidamente eruditas, das peças que mais tarde viriam a ser Anos Dourados e Luiza, essa última, uma valsa “debussiana” que ele chama “Par Elegance, J’ai Perdu Ma Vie”. Parece que você desconhece todas estas composições e gravações importantes.

É uma boa notícia saber que seu comentário sobre “apagar a Sinfonia da Alvorada da memória destes grandes artistas” era “claramente metafórico”. Considerando que Loronix se tornou um verdadeiro repositório da memória musical brasileira, eu que contribuo de quando em vez dentro das minhas modestas possibilidades a aumentar seu acervo, cá estou mais tranquilo.

Foi divertida esta troca epistolar, mas tudo que é bom tem que acabar. É difícil lhe levar muito a sério, se a cada comentário você demonstra falta de conhecimento sobre o que esta falando. E além do mais, profere leviandades do tipo “blablablá de contexto histórico etc é estória para boi dormir. Música é música, arte é arte, e pronto” como se fossem afirmações categóricas. Há milhares de livros, teses, trabalhos universitários e artigos sobre a questão (1.400.000 citações no google para “ART” and “CONTEXT”). Informe-se. Ou trata-se também de um comentário “claramente metafórico” de sua parte?

Saudações.
AdHoc

PS/ O seu último parágrafo é mais interessante que todo o resto que você escreveu. O problema é que você generaliza demasiado e não questiona o suficiente a veracidade de suas afirmações. Acaba enfraquecendo a idéia que você quer passar. O Vinícius, certamente também produziu ninharias, como muitos outros grandes artistas. A sua fase Toquinho tem altos e baixos (comparado ao que ele já tinha escrito; no absoluto ainda era bastante razoável). Acho que o Tom o fez bem menos, morreu no auge de sua capacidade criativa, e não dá para por os dois no mesmo barco, ao menos no que diz respeito a ninharias.

Wednesday, 26 November, 2008
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mgirao said…
AdHoc:
Regogize-se: conseguiu me pegar. Realmente, esqueci das “canções” eruditas, ou sinfônicas, citadas por você, essas sim, belíssimas e que devem ser ouvidas 500 vezes. Mesmo assim, não passaram pequenas de pérolas no oceano musical de Jobim.

De resto, você tem razão em acabarmos essa “troca epistolar” pois já me enchi desse seu ar professoral arrogante e pretensioso, típico de pseudo-intelectual que arrota “cultura” de orelha de livros e, mais modernamente, consultas ao google e wikipedias.

Deixo-o aos seus amigos para que os ilumine com sua infinita sabedoria (será que eles agüentam?).

Thursday, 27 November, 2008
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mgirao said…
antes que o prof. me corrija: é “regozige-se” ou ainda, rejubile-se.

Thursday, 27 November, 2008
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mgirao said…
o prof me deixou atônito: é regoziJe-se (uffa!).

Thursday, 27 November, 2008
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Sérgio said…
Excelente post….muito obrigado!

Friday, 17 April, 2009

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