Waltel Branco – Recital (1976)

23 04 2013

Link original: Waltel Branco – Recital (1976)
Publicado em: Wednesday, June 18, 2008 by zecalouro

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Hello, good evening! Waltel Branco is one of the most important Brazilian musicians. And this is not my hypothesis; it is consensus among experts, researchers and specialized journalists. If you search Loronix for Waltel Branco, will be very easy to understand what I’m saying. Waltel Branco was the arranger of essential albums such like Joao Gilberto – Chega de Saudade (1958) and Mancini Tambem e Samba. I want to thank Jorge Mello for another fantastic contribution to Loronix. Let’s see.

This is Waltel Branco – Recital (1976), for Som Livre, featuring a repertoire that blends Classical and Popular music, with Waltel Branco compositions and adaptations. I found good information about Waltel Branco and I want to make something different showing a Luis Nassif writing from his Luis Nassif Online, one of the most important blogs in Brazil and recently awarded as the best Brazilian politics blog by Premio iBest. Congratulations Luis Nassif and thanks for writing this wonderful article about Waltel Branco. Tracks are included below Luis Nassif writing.

Waltel_BrancoUM MÚSICO EXTRAORDINÁRIO (Luis Nassif)

Waltel Branco é o derradeiro integrante de uma seleção brasileira de maestros, contratados da Rede Globo, que tinha em Radamés Gnatalli o Pelé. Quando se decidir a divulgar Waltel, é possível que se descubra um dos mais célebres músicos anônimos do país.

Waltel nasceu em Paranaguá em 22 de novembro de 1929. Seu primeiro professor foi o pai Ismael Helmuth Scholtz Branco, saxofonista e clarinetista. Quando o conheci, me passou a nítida impressão de ser mulato. Na foto do livro (A Desconstrução da Música na Cultura Paranaense de Manoel de Souza Neto), parece mulato. Mas é neto de alemães legítimos.

Uma gravação com o acordeonista italiano Cláudio Todisco, nos estúdios da Odeon, permitiu-lhe conhecer o maestro Radamés Gnatalli. Não levou muito tempo para ser convocado para tocar com o mestre. Depois, passou a ter aulas de regência com dois outros maestros históricos, Alceu Bocchino e Mário Tavares. Conseguiu ser o maestro que ensaiou a orquestra nos concertos de Stranvinsky no Rio de Janeiro.

Aos 20 anos, rumou para Illinois, EUA, atrás de aulas com o guitarrista Sal Salvador, que tocava com Nat King Cole. Dava aulas de violão clássico para sustentar o aprendizado de jazz.

Chegou a tocar em um trio com Nat King Cole, além de ter produzido o disco de seu irmão Fred Cole e, mais tarde, o de Natalie Cole, filha de Nat.

Depois, participou de um trio com o baterista Chico Hamilton. Nesse período, conheceu Peggy Lee, cantora que se casou com o maestro Quincy Jones. Waltel se casou com a irmã de Peggy, Lede Saint-Clair Branco, tornando-se, por força do casamento, co-cunhado de Quincy Jones. Com ele tocou muito jazz e música clássica e conheceu o maestro Henry Mancini.

Na época, Mancini promovera uma revolução nos direitos autorais. Até então, os direitos eram todos dos estúdios. Quando sobreveio a crise dos estúdios, aceitou fazer trilhas sonoras para a nova produção, com a condição de ser o titular dos direitos. Estourou na primeira trilha, para o seriado de TV “Peter Gunn”. Ao lado de outros pioneiros, como o argentino Lallo Schiffrin, montou um escritório para atender à nova demanda. Assim que ouviu nosso Waltel tocar, contratou-o. E foi nessa condição que Waltel tornou-se o arranjador de uma das mais famosas trilhas sonoras da história do cinema, do filme “A Pantera Cor de Rosa”.

De volta ao Rio, Waltel pegou o início da bossa nova. Fez todos os arranjos do “Chega de Saudades”, de João Gilberto, seguindo o método peculiar do violonista. João Gilberto o chamava, mostrava a harmonia que desenvolvera ao violão, e Waltel a seguia para o arranjo, como se cada instrumento seguisse uma corda. Depois gravou dois discos solos, “Guitarra em Chamas 1 e 2”, tendo como acompanhador o violão de Baden Powell.

Em 1963, nos EUA, conheceu o jornalista Roberto Marinho, que o convidou a ser crítico musical do jornal “O Globo”. Quando foi constituída a TV Globo, Waltel foi contratado, indo compor um time de primeiríssima, com Radamés, Guerra Peixe e Guio de Moraes. Compôs e dirigiu as trilhas sonoras, entre outras, de “O Bem Amado”, “Roque Santeiro” e “Morte e Vida Severina”.

Tempos depois, o chileno Zamacois, que ele conhecera em seus tempos no seminário de Curitiba, convidou-o a ir para a Espanha. Lá, estudou mais harmonia e técnicas de violão, venceu o concurso da Rádio Difusora Francesa e, como prêmio, ganhou uma bolsa para estudar com Andrés Segóvia, o maior violonista clássico do século. Fã de Segóvia, que tocava desde criança, Waltel se lembrava de peças das quais o próprio mestre se esquecera. Em vez de aulas, passou a tocar junto com Segovia.

Tempos atrás, seu amigo Fidel Castro ficou chateado com o “Buena Vista Social Club” de Win Winders, por suas distorções musicais, e incumbiu o maestro Leo Brower (adido cultural da diplomacia cubana e o compositor para violão clássico mais prestigiado da atualidade) de providenciar uma nova versão, mais autêntica. Quem Brower convoca para a empreitada? Entre outros, Waltel Branco.

01 – Bachiana Nº 5 (Villa-Lobos)
02 – Ponteio (Waltel Branco)
03 – Brasil (Waltel Branco) Andante / Moderato / Presto
04 – Argamassa (Waltel Branco)
05 – Estudo Nº 1 (Francisco Tárrega) adapt. Waltel Branco
06 – Dolor (Francisco Tárrega) adapt. Waltel Branco
07 – Siciliana (Maria Thereza Paradis) adapt. Waltel Branco
08 – Diferenca sobre Guarda-me las Vacas (Luiz de Navais)
09 – Estudo Nº 2 (Radamés Gnattali)
10 – Ballet (Gluck) adapt. Waltel Branco
11 – Minueto (Johann Sebastian Bach) adapt. Waltel Branco
12 – Prelúdio Nº 13 (Johann Sebastian Bach) adapt. Waltel Branco
13 – Romance do Pescador (Manuel de Falla) adapt. Waltel Branco

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Não tinha esse disco. Porém, graças ao amigo Jose Gonzalez ele pode ser buscado provisoriamente na forma de um magnet link. OBS : não se esqueça de deixar semeando  depois que você terminar de baixar (uma boa razão seria pelo menos 2 vezes o que você baixar!)

 

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Information

One response

23 04 2013
300discos

Comentários originais:
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Anonymous on Wednesday, 18 June, 2008
Rapaiz esse disco de Waltel Branco é inacreditavel!!!Onde posso baixar os outros???qual o link???abs e parabens pelo BLOG de discos nº1 da net!!!

Rick
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doubler on Wednesday, 18 June, 2008
very good!!
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Alice Salles on Wednesday, 18 June, 2008
Olha só! Nem sabia disso tudo, vou passar a informação promeu marido que é músico tb!
Beijos!
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Edson Mendes on Wednesday, 18 June, 2008
Hello Zeca,

This is a completely new information – that Waltel Blanco was the arranger of all tracks of the disc Chega de Saudade.

Until now is common sense that Tom Jobim was the arranger.

I think this will be a good point to be discussed…

Thanks for this new one!
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Anonymous on Wednesday, 18 June, 2008
Cara, vc conhece meu tio Caetano Rodriguez né?????????????Que massa!!!!!!!!!! : ) To sabendo de onde sai esses disquinhos ai agora…eheheheh…to em Barcelona cara, estudando Jazz, to voltando pro Brasil agora de ferias. Aqui em Barcelona indico seu blog pra todos la na escola, neguinho adora!!!Abs man!!

Rick
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J Thyme…kind on Wednesday, 18 June, 2008
Holy shit! This is one I’ve been waiting for. This should be very nice, since that “Meu Balanço” [1975 CBS] is basically the same era. Thank you Zeca. Can’t wait to give a listen to this.
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Anonymous on Wednesday, 18 June, 2008
O texto de Luiz Nassif parece conter um equívoco: a trilha de ‘Pink Panther’ saiu em 1964, como é que, a partir daí, Waltel (que, segundo ele, teria feito os arranjos) retorna ao Brasil e participa do início da Bossa Nova, que foi em 1959? Até onde eu sei, Waltel Branco lançou o disco chamado ‘Mancini também é Samba’, pela Mocambo, em cuja capa há um desenho da Pantera. Enfim, se alguém puder esclarecer minha dúvida, agradeço.
KL.
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Anonymous on Thursday, 19 June, 2008
Zeca, dois perguntinhas facilinhas…

1. ¿A quem tenho que agradecer esta vez? ¿A George Mello ou ao Sr. Jorge Mello?

Se fosse a George Mello, tendrei que praticar meu inglês (não quera você saber quão disparatado pode ser, poie é mais simples ler que escrever). Se fosse ao Sr. Jorge Mello, isso sim já seria mais fácil… em português tenho um pouquitinho mais de prática.

2. Dentro do contexto de este artigo ¿qual seria a tradução correta de “chateado”?

De tudas as ecepções, a ciência certa não sei qual utilizar sem trocar o sentido de aquilo que se quis dizer. En castelhano, não é o mesmo ficar “humillado” que ficar “hastiado”, “molesto”, “irritado”, “… f g h i ( )odido k l m n …”, tec.

… e um comentário:

Não sei… mas algo um pouco mais que algo não quadra… Enfim…..

¿Que foi primeiro, o ovo ou a galhina? Seria bom perguntar ao Sr. Nassif as fontes da quales obteve a informação porque acho que é muito parecido por não dizer que é uma cita parafraseada deeee ????? (começa por W)

Aguardando sua prontissima e amabilissima resposta a minhas perguntas, abraços,

Nina
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Marcos on Thursday, 19 June, 2008
Bem observado pelo edson mendes, os créditos para os arranjos de “Chega de saudade” de João Gilberto são normalmente dados ao maestro soberano Tom Jobim. Conferi no livro do Ruy Castro “Chega de saudade”, no Discos do Brasil e ao reescutar o disco podemos constatar que os arranjos são sintéticos, muitos com a vozviolão de João e percussão. A orquestra entra nas músicas que tinham sido gravadas antes, lançadas em compactos, “Chega de saudade”, “Desafinado”, “Bim-bom” e “Ho-ba-la-la”. Nas músicas “Brigas, nunca mais” e “Morena boca de ouro” ainda temos a orquestra na base mas nas outras músicas é o João e a percussão sempre junto, com pequenas intervenções das cordas, ora da flauta de Copinha, ora do piano do Tom ou do trombone de Maciel. Os arranjos tem mais a cara do nosso maestro soberano. No famoso texto da contra-capa ele mesmo fala que os “… os arranjos contidos neste long-playing, Joãozinho participou ativamente: seus palpites, suas idéias, estão todas aí”.
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Anonymous on Friday, 20 June, 2008
Zeca, o parágrafo em o que o Sr. Nassif relata que a seu retorno, Waltel Branco fez os arranjos de “Chega de Saudade”, já não está mais en a Wikipedia.

Agora somente falta a pergunta de rigor: ¿qual de tudas as acepções é a que corresponde utilizar? ¿Alguém sabe a história, um pouco mais em extenso, em torno a este fato pelo qual Waltel Branco foi chamado, entre outros, para fazer os arranjos?

Abraços,

Nina
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Anonymous on Friday, 20 June, 2008
Nina,
Eu mesmo editei o texto sobre Waltel na Wikipédia porque, com toda a certeza, quem fez os arranjos do LP ‘Chega de Saudade’ foi Tom Jobim, e os arranjos de ‘Pink Panther’ são de Henry Mancini. Corrigi também as trilhas mencionadas como de WB, mas que definitivamente não eram.

KL
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sonja rosa on Friday, 20 June, 2008
Caro Loronix,

Parece que o Nassif se confundiu com as mulheres (tantas!!!) de Quincy Jones. Ele foi casado com Peggy Lypton e nao Peggy Lee.

Grande abraco de uma apreciadora silenciosa….
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Alessandro Gamo on Saturday, 28 June, 2008
O Waltel Branco foi e voltou várias vezes dos Estados Unidos, e entre essas é que participou da gravação da trilha de Pink Panther, para a qual fez alguns arranjos não creditados. Esta era uma pratica comum, como aconteceu tbm em arranjos de Waltel para alguns programas de televisão. Sugiro assistir um documentário que fiz sobre o maestro, que está disponível no site http://www.portacurtas.com.br e procurar “Descobrindo Waltel”. Um abraço a todos.
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jorge mello on Sunday, 29 June, 2008
Alessandro,
assistí ao documentário, excelente por sinal!!! Entretanto não ví, em nenhum momento, qualquer declaração do Waltel dizendo ser ele o autor dos arranjos do LP Chega de Saudade, gravado por João Gilberto. O que entendí é que Waltel trabalhava como arranjador de João nas excursões que este fazia ao exterior.
A questão que chamou minha atenção foi uma declaração atribuida ao Luis Nassif em que ele afirmava que Waltel fora o arranjador daquele disco do João.
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Alessandro Gamo on Tuesday, 01 July, 2008
Olá Jorge,
houve na verdade uma colaboração ‘informal’ do Waltel nos arranjos de João Gilberto – os dois moraram juntos e houve grande troca e discussão musical naquele momento, que foram repassadas como ‘sugestão’ de arranjo para o Tom Jobim. Daí a ‘informalidade’ da autoria do Waltel nos arranjos.
Por sinal a colaboração do Waltel no trabalho de João Gilberto continuou nos anos seguintes e incluiu apresentações dos dois no Brasil.
Por ter uma atuação grande nos estúdios/bastidores das gravações, na história do Waltel há vários casos de arranjos não assinados, um caso em especial – que ocorreu por questões contratuais – envolveu o maestro Jobim.

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