Milton Nascimento – Geraes (1976)

17 05 2013

Link original: Milton Nascimento – Geraes (1976)
Publicado em: Thursday, August 28, 2008 by zecalouro

Milton Nascimento - Geraes

Hello, good evening! There is a couple of very important Brazilian music artists that are not approached like others at Loronix, and the reason is simple and straightforward, their career albums are commercially available. There are several examples; Milton Nascimento and Chico Buarque are the ones that come to my mind. I got surprised to know that Geraes, considered one of the best Milton Nascimento career albums had gone out of print. This is a very old contribution made by the mighty Luiz Harding, owner and maintainer of a tribute website to Edison Machado, which I want to say thanks for making this album available to our community. Let’s see.

This is Milton Nascimento – Geraes (1976), for Odeon, featuring a constellation of Brazilian musicians, including several very special guests, such like Chico Buarque sharing vocals with Milton Nascimento on 05 – O Que Sera, my choice to Loronix Preview Center. My knowledge on Milton Nascimento discography is very limited and my criterion to make this text was enthusiastic reviews I found at the internet and the pleasant listen I made tonight. Tracks include:

Special Guests

Mercedez Sosa
(Volver a los 17)
Chico Buarque
(O Que Sera)
Grupo Agua
(Caldera, Promessas do Sol)
Clementina de Jesus
(Circo Marimbondo)

Personnel
(alphabetical order)

Bebel Gilberto, Beto Guedes, Chico Buarque, Fernando Leporace, Francis Hime, Lizzie Bravo, Milton Nascimento, Nelson Angelo, Miucha, Novelli, Piii, Tavinho Moura & Grupo Agua
(choir)
Celso Woltzenlogel, Danilo Caymmi, Mauro Senise, Paulo Guimaraes, Paulo Jobim, Raul Mascarenhas
(flute)
Chico Batera, Doutor, Elizeu Felix, Georgiana de Moraes, Luiz Alves, Luna, Marcal, Nana Vasconcellos, Nelson Araya, Robertinho Silva, Toninho Horta
(percussion)
Dominguinhos
(accordion)
Edison Machado, Robertinho Silva
(drums)
Formiga
(trumpet)
Francis Hime, Joao Donato, Novelli, Toninho Horta, Wagner Tiso
(piano, organ)
Luiz Alves, Novelli, Renato Sbragia
(bass)
Luiz Gonzales Carpena, Milton Nascimento, Nelson Angelo, Nelson Araga, Oscar Perez, Tavinho Moura
(violao)
Nelson Angelo, Toninho Horta
(guitar)

Track List

01 – Fazenda (Nelson Ângelo)
02 – Calix Bento (Tradicional / Adpt. Tavinho Moura)
03 – Volver a Los 17 (Violeta Parra) Special Guest: Mercedes Sosa
04 – Menino (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos)
05 – O Que Será (À Flor da Pele) (Chico Buarque) Special Guest: Chico Buarque
06 – Carro de Boi (Maurício Tapajós / Cacaso)
07 – Caldera (Nelson Araya) Special Guest: Grupo Água
08 – Promessas do Sol (Milton Nascimento / Fernando Brant) Special Guest: Grupo Água
09 – Viver de Amor (Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
10 – Lua Girou (Tradicional / Adpt. Milton Nascimento)
11 – Circo Marimbondo (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos) Special Guest: Clementina de Jesus
12 – Minas Gerais (Novelli / Ronaldo Bastos)

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Este disco pode ser buscado no 300 Discos.


Ações

Information

2 responses

17 05 2013
300discos

Comentários originais:
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Dlanod on Thursday, 28 August, 2008
This is a “must have” album for any one interested in MPB. It has an emotional resonance that only gets deeper with repeated listening. O Que Será (Á Flor da Pele) is a classic duet between Mitlon & Chico Buarque. The CD re-issue (if you can get it) contains O Cio da Terra which Milton re-recorded for his second American album, Journey To Dawn (1979). It is a much underrated album that is currently very hard to get.

While I already have Geraes in my collection i think this is a great and essential addition to Loronix.
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Fred on Thursday, 28 August, 2008
Falar o quê desse disco? Dispensa comentários! Olha só o time de músicos que participaram dessa obra…embalados, é claro, pela voz abençoada do Milton. Simplesmente demais. Clássico.
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Heloise on Thursday, 28 August, 2008
Esse disco emociona! É como as Geraes e suas montanhas.
“O mineiro é velhíssimo. Tem a memória longa. Ele escorrega para cima. Só quer o essencial, não as cascas. Sempre freqüentado pelo enigma, retalha o enigma em pedacinhos. Sempre assim foi. Ares e modos. Assim seja. Minas sem mar. Minas em mim.” (Guimarães Rosa)
Beijos, Zeca. E saravá à mineira Stella Caymmi.
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Anonymous on Thursday, 28 August, 2008
Z!

what a difference a blog makes… from stockholm, sweden (the far north) a shift of the tempered internal climate and my condition has been aroused by the incredible music you have pointed your finger towards. to have gotten a chance to dive so deep into this library of brazilian wealth has meant so much to me! my respect goes out to you and all participating.

gratefully yours,

sebastian v.
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joe on Thursday, 28 August, 2008
nice collection of brazilian music
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Fred on Friday, 29 August, 2008
Como dizia Guimarães Rosa “o sertão está dentro da gente”. E é de dentro que Milton canta os segredos desse lugar, ao qual Drummond falava: “Só os mineiros sabem. E não dizem nem a si mesmos o irrevelável segredo chamado Minas. Milton Nascimento, 1975: “Minas”; Milton Nacimento, 1976: “Geraes”. Dois discos imperdíveis!
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Anonymous on Friday, 29 August, 2008
Zeca, “Volver A Los 17” es uma das muitas belas canções de Violeta Parra e ainda é mais bela ao ser interpretada por Mercedes Sosa, símbolo de rebeldia e protesto. Uma das formosas vozes, se não a mais formosa, de Latinoamérica. Eu ponho a tudos vocês a letra em castelhano e intentei fazer o melhor possível a tradução em português. Abraços, Nina

“Volver A Los 17”

Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo, como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia el momento, cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Sólo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo, sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto, como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay sí, sí, sí.

“Voltar Aos 17”

Voltar aos dezessete depois de viver um século
É como decifrar signos sem ser sábio competente
Voltar a ser de repente tão frágil como um segundo
Voltar a sentir profundo como um menino frente a Deus
Isso é o que sento eu em este instante fecundo.

Se vai enredando, enredando
Como em o muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musguinho em a pedra
Como o musguinho em a pedra, ai sim, sim, sim.

Meu passo retrocedido quando o de vocês avança
O arco das alianças tem penetrado em meu ninho
Com todo seu colorido se tem passeado por minhas veias
E até a dura cadeia com que nos ata o destino
É como um diamante fino que alumia minha alma serena.

Se vai enredando, enredando
Como em o muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musguinho em a pedra
Como o musguinho em a pedra, ai sim, sim, sim.

O que pode o sentimento não o tem podido o saber
Nem o mais claro proceder, nem o mais ancho pensamento
Tudo o troca o momento, qual mago condescendente
Nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com sua ciência nos volta tão inocentes.

Se vai enredando, enredando
Como em o muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musguinho em a pedra
Como o musguinho em a pedra, ai sim, sim, sim.

O amor é torvelinho de pureza original
Até o feroz animal sussurra seu doce trino
Detém aos peregrinos, libera aos prisioneiros
O amor com seus esmeros ao velho o volta menino
E ao mau, só o carinho o volta puro e sincero.

Se vai enredando, enredando
Como em o muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musguinho em a pedra
Como o musguinho em a pedra, ai sim, sim, sim.

De par em par a janela se abriou como por encanto
Entrou o amor com seu manto, como uma tíbia manhã
Ao som de seu bela alvorada fez brotar o jasmim
Voando qual serafim ao céu lhe pôs argolas
Meus anos, em dezessete, os converteou o querubim.

Se vai enredando, enredando
Como em o muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musguinho em a pedra
Como o musguinho em a pedra, ai sim, sim, sim.
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Anonymous on Friday, 29 August, 2008
Zeca, eu sempre com erros… Ao referirme a Latinoamérica é com respeito à América hispano-falante. Eu tenho o problema de que para mim, Latinoamérica vai desde Mexico até a Patagonia e Brasil está em o caminho mas fala português. Ai Zeca, você sabe que eu sou assim de disparatada mas você já está acostumado ¿verdade que sim?. Um abraço, Nina
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Anonymous on Friday, 29 August, 2008
Ay Zeca… eres incorregible!!! En fin…

¿Sabes que? Fiquei pensando em que a última estrofe da canção calça como anel ao dedo em o post de Stella Maris.

“(…)ao céu lhe pôs argolas
Meus anos, em dezessete, os converteou o querubim.”

Nina
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Apólogo 11 on Saturday, 30 August, 2008
Meu camarada, pelo amor de Deus, eu não encontro em blog nenhum para baixar estes discos do grande Nelson Angelo: “Violão e Outras Coisas”, “A Vida Leva ” e “Cateretê”.

Acaso você não os tem para disponibilizar?

Antecipando agradecimentos!
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Zarastro on Tuesday, 02 September, 2008
Loro, “Geraes” é realmente muito bom, mas também muito “mainstream” para o meu gosto, às vezes.

De qualquer maneira, para mim o disco mais impressionante de Milton nessa época (fora o “Clube da Esquina”, claro) é mesmo “Milagre dos Peixes”. O registro desse disco ao vivo, gravado no Theatro Municipal aqui de São Paulo é também muito bom e deveria ser lembrado.

Finalmente, “last but not least”, seria legal também termos no Loronix o “Native Dancer”, que ele gravou com Wayne Shorter nos EUA.
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Anonymous on Saturday, 18 July, 2009
Estimado zecalouro:

Gracias por la música de milton, es uno de los más grandes de brasil y latino américa, y para mi uno de los más queridos, cada disco suyo es eterno, como este que con más de treinta años, es e
como el vino que a medida que pasa el tiempo esta cada vez mejor.

Saludos desde Chile
Gonzalo

P.D.:quedamos a la espera de Minas!!!

20 06 2015
Miguel

Uma cópia em formato lossless (FLAC) pode ser obtida em:

http://www.israbox.info/1146585814-milton-nascimento-geraes-1976-1995.html

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